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Core Web Vitals: o que são LCP, INP e CLS e como melhorar cada um

Resposta direta

Core Web Vitals são três métricas do Google medidas com usuários reais: LCP (o maior elemento visível carrega em até 2,5 s), INP (a página responde a cliques e toques em até 200 ms) e CLS (o conteúdo não se move mais que 0,1). A avaliação usa o percentil 75 dos visitantes. Para melhorar: servidor e imagem principal rápidos para o LCP, menos JavaScript de terceiros e tarefas longas para o INP, dimensões declaradas em imagens e espaço reservado para embeds para o CLS. Eles pesam pouco no ranking e muito na conversão.

Diagrama sobre Core Web Vitals: LCP, INP e CLS: LCP até 2,5 s, INP até 200 ms, CLS até 0,1 e percentil 75 de usuários reais
Os três limites de "bom" e a regra que decide: 75% das visitas reais precisam ficar dentro deles.

Em resumo

  • Limites de "bom": LCP até 2,5 s, INP até 200 ms, CLS até 0,1, medidos no percentil 75 de usuários reais.
  • O INP substituiu o FID em março de 2024 e é a métrica em que mais sites falham hoje.
  • Use o relatório do Search Console para achar os grupos de URLs com problema e o DevTools para encontrar a causa.
  • LCP: servidor rápido e imagem principal com prioridade. INP: menos scripts de terceiros. CLS: dimensões declaradas.
  • É um fator de desempate no ranking; o efeito na conversão é maior e mais direto.

O que são os Core Web Vitals e os limites atuais

Core Web Vitals são as três métricas que o Google usa para resumir a experiência de carregamento de uma página com dados de usuários reais. Cada uma mede uma coisa diferente, e o site precisa passar nas três para a página ser considerada boa.

As três métricas e os limites de "bom", "precisa melhorar" e "ruim"
MétricaO que medeBomPrecisa melhorarRuim
LCP (Largest Contentful Paint)Tempo até o maior elemento visível da tela (imagem, vídeo ou bloco de texto) terminar de renderizaraté 2,5 s2,5 s a 4 sacima de 4 s
INP (Interaction to Next Paint)Tempo entre uma interação (clique, toque, tecla) e a próxima atualização visível da tela, considerando a pior interação da visitaaté 200 ms200 ms a 500 msacima de 500 ms
CLS (Cumulative Layout Shift)Quanto o conteúdo se move na tela sem o usuário ter feito nadaaté 0,10,1 a 0,25acima de 0,25

A avaliação é feita no percentil 75: 75% das visitas precisam ficar dentro do limite. Não basta a média ser boa; o que conta é a experiência dos visitantes mais lentos, que são justamente os de celular e rede móvel.

O INP substituiu o FID (First Input Delay) em 12 de março de 2024. O FID media apenas o atraso da primeira interação; o INP mede a resposta de todas as interações e reporta a pior. É por isso que muitos sites que passavam no FID passaram a falhar depois da troca.

Dados de campo e de laboratório: onde medir

Existem dois tipos de medição e confundi-los é a causa mais comum de diagnóstico errado:

  • Campo (CrUX): dados coletados de usuários reais do Chrome que aceitaram compartilhar estatísticas. É o que o Google usa para o ranking e o que aparece no relatório Core Web Vitals do Search Console e na parte superior do PageSpeed Insights. Só existe para páginas com tráfego suficiente.
  • Laboratório (Lighthouse): um teste simulado em um dispositivo e uma rede padronizados. Serve para diagnosticar e reproduzir problemas, mas não representa a base real de usuários. A nota de 0 a 100 do PageSpeed é de laboratório.
Ferramentas e o que cada uma mostra
FerramentaTipo de dadoPara que serve
Search Console, relatório Core Web VitalsCampoVer quais grupos de URLs falham, no celular e no desktop
PageSpeed InsightsCampo (topo) e laboratório (abaixo)Ver o estado real de uma URL e as causas prováveis
Chrome DevTools, painel PerformanceLaboratório, no seu computadorEncontrar a interação lenta e a tarefa longa que a causou
Extensão Web Vitals do ChromeCampo, na sua sessãoVer as métricas ao vivo enquanto navega
Biblioteca web-vitals + AnalyticsCampo, dos seus usuáriosColetar as métricas de todos os visitantes e segmentar por página e dispositivo

Comece sempre pelo relatório do Search Console: ele agrupa as URLs com o mesmo problema, e corrigir o template resolve o grupo inteiro.

Como melhorar o LCP

O LCP costuma ser uma imagem de destaque, um banner ou o título principal. As causas mais frequentes de LCP ruim, em ordem de impacto:

  1. Servidor lento (TTFB alto). Nada renderiza antes de o HTML chegar. Cache de página, CDN e hospedagem adequada resolvem a maior parte. Um TTFB acima de 800 ms já compromete o LCP sozinho.
  2. Imagem do LCP descoberta tarde. Imagens carregadas por CSS (background-image) ou por JavaScript só são encontradas depois de o navegador processar esses arquivos. Coloque a imagem principal no HTML com <img> e sinalize a prioridade: fetchpriority="high". Nunca use loading="lazy" no elemento LCP.
  3. Imagem pesada ou no formato errado. Sirva no tamanho exibido, em WebP ou AVIF, com srcset para cada largura de tela.
  4. Recursos que bloqueiam a renderização. CSS e JavaScript no <head> atrasam tudo. Inline o CSS crítico, adie o restante e carregue scripts com defer.
  5. Fontes web. Se o LCP é um texto e a fonte demora, o texto só aparece depois. Use font-display: swap e faça preload das fontes principais.

Um exemplo de imagem principal preparada para o LCP:

<link rel="preload" as="image" href="/img/hero.webp" fetchpriority="high">
<img src="/img/hero.webp" width="1200" height="630" alt="..." fetchpriority="high" decoding="async">

Como melhorar o INP

O INP é o mais difícil dos três, porque depende do que acontece durante toda a visita, e não só no carregamento. Ele piora quando a thread principal do navegador está ocupada no momento em que o usuário interage. As causas mais comuns:

  • JavaScript de terceiros. Chats, pixels, mapas de calor, widgets de avaliação e scripts de tag manager competem pela thread principal. Cada um é pequeno; juntos são o problema. Audite o que está carregando e remova o que não gera decisão.
  • Tarefas longas. Qualquer bloco de JavaScript acima de 50 ms bloqueia a resposta a cliques. Divida o trabalho em partes menores e devolva o controle ao navegador entre elas (scheduler.yield() ou setTimeout).
  • Manipuladores de evento pesados. Um clique que dispara cálculo, renderização e envio de dados ao mesmo tempo demora a mostrar qualquer resposta. Atualize a tela primeiro e faça o resto depois.
  • DOM muito grande. Páginas com dezenas de milhares de elementos fazem cada atualização de layout custar mais. Paginação, virtualização de listas e menos aninhamento ajudam.
  • Hidratação de frameworks. Em sites feitos com React, Vue ou similares, a página pode parecer pronta e ainda não responder porque o JavaScript está "hidratando" os componentes. Renderização no servidor com hidratação parcial reduz o problema.

Para encontrar a interação lenta: no Chrome DevTools, grave a sessão no painel Performance, interaja com a página e procure as tarefas marcadas em vermelho. O painel mostra qual script estava rodando no momento do clique.

Como melhorar o CLS

O CLS é o mais fácil de corrigir, porque as causas são poucas e conhecidas:

  • Imagens e vídeos sem dimensões. Sem width e height no HTML, o navegador não reserva espaço e o conteúdo pula quando a mídia carrega. Declare sempre as dimensões ou use aspect-ratio no CSS.
  • Anúncios, embeds e iframes. Reserve um espaço fixo para o contêiner antes de o conteúdo chegar.
  • Fontes que trocam. A fonte de sistema é substituída pela fonte web e o texto muda de tamanho. font-display: optional ou o ajuste de métricas com size-adjust minimizam a troca.
  • Conteúdo injetado no topo. Banners de cookies, avisos e barras que aparecem depois do carregamento e empurram tudo para baixo. Posicione com position: fixed ou reserve o espaço.
  • Animações que mudam layout. Animar top, height ou margin provoca deslocamento. Animar transform e opacity não.

O CLS é medido durante toda a visita, incluindo as rolagens. Uma página estável no carregamento pode ter CLS ruim por um elemento que aparece no meio da leitura.

Quanto isso pesa no ranking

Os Core Web Vitals fazem parte dos sinais de experiência de página, e o Google é explícito ao dizer que são um fator de desempate entre páginas de conteúdo equivalente, não um fator dominante. Um site lento com o melhor conteúdo continua ganhando de um site rápido com conteúdo fraco.

Isso não os torna irrelevantes. Três razões para tratá-los com seriedade: em mercados disputados, o desempate decide posições; a Pesquisa e o Discover usam o desempenho como critério de elegibilidade para alguns recursos; e o efeito na conversão é direto e mensurável, independentemente do ranking. Uma loja com LCP de 5 segundos perde vendas em qualquer posição.

O erro oposto também existe: gastar meses otimizando vitals em um site que não ranqueia por falta de conteúdo ou por bloqueio de indexação. Nesse caso, o problema é outro, e é a primeira coisa que uma auditoria de SEO deve separar.

Checklist por plataforma

Onde o problema costuma estar em cada plataforma
PlataformaCausa mais comumCorreção típica
WordPressExcesso de plugins, tema pesado, sem cacheCache de página, remover plugins redundantes, otimizar imagens, tema leve; avaliar hospedagem
Shopify e outras lojas SaaSApps que injetam scripts, temas com muitos recursosRemover apps sem uso (eles deixam código), reduzir seções do tema, imagens no tamanho certo
Sites em React, Vue e NextHidratação pesada, bundles grandes, INP altoRenderização no servidor, divisão de código, hidratação parcial, menos JavaScript no cliente
Site institucional estáticoImagens pesadas, fontes, scripts de terceirosFormatos modernos, preload de fontes, carregar terceiros depois da interação
Qualquer plataformaTag manager com dezenas de tagsAuditoria das tags: cada uma precisa justificar a existência

Se o site está passando por um redesign, é o momento certo de decidir essas coisas antes de construir, não de corrigir depois. É assim que tratamos o SEO técnico e a criação de sites: velocidade é requisito de projeto.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Sobre Core Web Vitals.

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